Permaneço constantemente em cima do muro. Invicta de
envolvimento mais profundo, de sentimentos mais perpétuos. Às vezes me sinto
sozinha, é verdade, mas a solidão é fácil se habituar.
Difícil é superar a rara sensação de se sentir acompanhada,
que passa como as pessoas que a provocaram. Que sempre passa, mas deixa no lado
esquerdo do peito aquele peso, peso materializado em ausência. Peso que demoro pra me aliviar.
E eu sigo por mim mesma, na corda bamba da neutralidade
amorosa, logo eu que costumo ser 8 ou 80 em todo tipo de emoção. E de tanto me
aborrecer com esse clichê de desapego que todo mundo costuma ostentar, de tanto
sofrer por exigir importância de quem pouco se importa, parei de me importar.
Desapeguei.
Sinto falta, é verdade, mas o que me falta agora é a mim
mesma. Sinto falta do meu romantismo, que aos poucos vem se diluindo em mágoa,
que aos poucos vira lenda. Sinto raiva por não sentir mais afeto pelas pelos
que ficam, sinto ódio pela falta que sinto das pessoas que sempre voltam,
trazendo consigo a certeza de que irão, de uma pra outra, sumir outra vez. E
depois só Deus sabe, coitado de quem fica.
E eu lavo as minhas mãos. No meu voyeurismo, fico só
observando.
E eles chegam, inundam meu coração feito água, turbulenta,
lavando tudo, limpando o rancor e a mágoa. Mas a água é volátil, some quando o
sol bate. Escorre por qualquer deixa, deixa somente vincos no coração de quem
cansou de passar.
Mas eu sou de Áquario. Nasci pra me inundar.
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Oi, eu sumi, é verdade. Não, não penso em abandonar o blog, mas também não prometo que ele será tão atualizado quanto foi há algum tempo atrás. Sabe, tenho muita vontade de fazer milhões de coisas ao mesmo tempo, e percebi, infelizmente, que não dou conta de fazer tudo isso tão bem quanto gostaria. Não sei fazer posts pequenos extremamente com conteúdos incríveis. Eu demoro no mínimo três horas para escrever algo que gosto, e geralmente são textos longos. Qualidade, e quantidade, nesse aspecto, sempre estiveram ligadas. Me recuso a encher o blog de coisas superficiais, pois ele é uma parte de mim, é um reflexo de como minha alma absorve o mundo a minha volta. Exagero? Talvez. Mas quem me conhece sabe que exagerar em quase tudo é típico de minha pessoa.
Então, ficamos assim combinados: Quando aparecer por aqui, é porque assisti, li, criei ou vivenciei algo relevante o suficiente para criar em mim o impulso de o transformar em palavras. Ok?
Então, ficamos assim combinados: Quando aparecer por aqui, é porque assisti, li, criei ou vivenciei algo relevante o suficiente para criar em mim o impulso de o transformar em palavras. Ok?
Não sei se o post de hoje expressa bem essa nova fase do da minha vida blog, mas certamente, foi uma das coisas mais íntimas que já escrevi nos últimos tempos.