
Estejam à vontade para acrescentar mais interrogações.
Creio que devo à vocês, meus queridos leitores, pelo menos uma desculpa esfarrapada para justificar a indelicadeza de não dar as caras na "virada do ano". Para isso, tenho de fazer uma meia- retrospectiva e garanto que depois desta, a introdução acima fará mais sentido. Ou não.
Em junho de 2011 os professores de escolas públicas em Minas Gerais (ou pelo menos, de algumas cidades e escolas) decidiram organizar um paralização (greve), como forma de pressionar o governo, reivindicando o reajuste do piso salarial e o plano de carreira, coisa que é imposta por lei federal mas que nosso governador se recusa à adotar. O tema foi tão criticado, debatido, defendido e comentado que o pouco de saco para falar sobre ele já estourou há muito tempo. Paciência é algo que raramente se vê por aqui.
Depois de 60 dias as aulas voltaram ao ~normal~ . Eu não. Sinto meu relógio biológico travado em julho, no máximo no final de outubro. 2000&onze não chegou à ser um martírio, mas passou reto de uma despedida tranquila. Vou terminar o ensino médio dia 27 deste mês, com uma pseudo-formatura - sim, isso é importante pra mim - e acreditem ou não, com a sensação de que meu rendimento só não foi abaixo do nível porque não me atrevi a colocá-lo em alguma escala. Consequentemente não vi motivos para comemorar a chegada de "um novo ano", tendo coisas inacabadas do ano passado me puxando loucamente pelos cabelos.
Vou começar a fazer cursinho em fevereiro, e talvez o início deste seja um chute forte o suficiente para me empurrar do sonho inacabado da "Princesa-Rainha" e atualizar meu calendário. Preciso de novos ares, expectativas viáveis ou não, cujas consequentes desventuras contribuem para rechear o conteúdo deste blog.