Os leitores desse post com certeza estão se perguntando de que tipo de distúrbio psicótico ou que tipo de narcótico eu usei para sofrer esse tipo de alucinação, no entanto, continuo afirmando com absoluta certeza: Há duendes se alimentando de meus cadernos!
Não foram poucos. Foras três! Três belíssimos exemplares de esculacho adolescente. Meus caderninhos de letras desalinhadas, que nunca aderiram a um estilo padronizado, como um texto que começou com Comic Sans, prosseguiu em uma mistura de Tahoma e Times New Roman e terminou com Verdana. Simplesmente sumiram, se escafederam, viraram fumaça. Nem isso, na verdade.
Os procurei por toda casa, vasculhei todas as gavetas, em cima do armário, debaixo da cama, em todas as portas e esconderijos possíveis. Enfrentei a humilhação de procurar os achados e perdidos de todas as escolas que estudei, e MAIS DE UM VEZ. Fiquei brother das faxineiras. Nada. Comecei a olhar duas vezes dentro da mochila, embaixo da carteira para certificar de que estava com todo o material escolar em meus braços e na última semana... Outro caderno sumiu. Repeti o roteiro descrito acima e vexada, com a cabeça baixa e mais vermelha que a sola de um Christian Louboutin, voltei para casa de mãos abanando.
Oh, céus! E agora, quem poderá me defender?