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sexta-feira, 24 de junho de 2011

The Dorothy Gale’s moment


IRRA!

Nessa quarta linda, diferentemente de todas outras comuns, minha querida e pequena Cambuí estava em festa. Apesar de nascer em uma família tipicamente sertaneja (com direito a tataravô senhor de engenho e primas ex-rainhas do rodeio), festa do peão nunca foi minha praia. Um tanto pelo fato de milhares de carros com som embutido passarem com sertanejo remix a cada vinte minutos (nada contra sertanejo ou remix em geral, mas os dois misturados são muita informação a ser digerida por minha mente preguiçosa). E sinceramente sem querer bancar a ecochata, a tortura que certos animais são submetidos nos rodeios me enoja, e faz-me perguntar se é o homem ou o boi que usa mais o cérebro. O homem não seria a opção mais correta nesse caso.

Com um pequeno desânimo, fui me juntar à galera do chapéu sem grandes expectativas. Rodeio é o tipo de festa em que se podem encontrar todos os estilos musicais passados a viola e arranjos chorões, incluindo funk carioca... É super “sinistru”. E se isso não é o bastante pra você, se surpreenderá em saber que o que embalou o desfile das rainhas era nada menos que os electro-pops moderninhos (Tio Bonner estaria bailando ao som de Like a G6). Uma diversidade musical de dar gosto, sô.

Mas falando sério, tenho que admitir que me diverti muito. A banda que animou o “bailão” era incrível, e tirando o sertanejo universitário chorão, o resto do show foi só moda de viola e um country clássico lindo de morrer, com direito a coreografia, casais dançando animadamente e um violino. Quase morri de amores, e estou no embalo de Billy Currington desde que entrei no PC. Sem falar que a porcentagem de gente bonita em rodeios é muito maior do que em qualquer micareta e além disso elas não se encontram suadas, o que é um bônus em tanto.

Tudo que é bom em Cambuí é conseqüentemente longe também. Tive que ficar uns bons minutinhos no sereno, as 4:45 da manhã bocejando de 2 em 2 minutos e esperando uma van desocupada aparecer. Obviamente cheguei em casa murmurando palavrões, enfiando a mão em qualquer dobra do corpo que a pudesse aquecer e rezando mentalmente que “Não há lugar como o nosso lar”.