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domingo, 28 de outubro de 2012
Dia do Cabide nº 2 – Inspirações: Vestidos, HQ’s shoes e 80’s
Após um longo período sem intervenção fashionista na programação do blog, sendo este consequente da falta de tempo, de vida social e de ideias, resolvi “mastigar” tudo em que me inspirei e cobicei alucinadamente durante este período de hibernação modística-literária.
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Primeiramente, devo informá-los que o verão chegou, antecipadamente, no maior estilo House of Fire em Cambuí City & região, fazendo do ato de vestir jeans ou calças compridas de qualquer outro tecido não antitranspirante, uma façanha tão impressionante quando sobreviver à tortura chinesa. Ou nem tanto.
Até os meus 13 anos de idade tive um complexo anormal com minhas pernas grossas, o qual me impedia de usar saias e vestidos. Estimulada pelas Gothich Loli e posteriormente pelas neo-pinups, criei uma arrebatadora paixão por saias e vestidos (bem) rodados, mas que podem ser usados no dia-a-dia. Abri, além da porta do meu coração, um espaço no meu guarda-roupa destinado a eles. Espaço que permanece, em sua maioria, ocupado por vestidos sociais, por falta disposição para garimpar e variedade de modelos. Por falta de grana também.
O calor fora de época (e do normal) e tecidos xadrezes bonitinhos desenterrados na loja do Vô, tornaram-se argumentos fortes para impulsionar minha busca por vestidos, os quais prometo usar com mais frequência desde o começo do ano.
Kristen Ritter divando
Vestidos, aliás, não faltam em Heathers (Atração Mortal, em Sessão da Tardês), filme que me conquistou acima de tudo pelo figurino. Mesmo assim, o restante do conteúdo é interessante o suficiente para uma futura resenha aqui no blog. Aguardem.
Heathers também mudou totalmente minha visão indiferente sobre os 80’s. Sempre cultivei um interesse maior por décadas passadas do que pela em que nasci, sendo este tombo “retro + vintage” fortemente estimulado por páginas como a “Viva o Retro”, na qual encontrei as primeiras informações/fotos sobre o filme.
O “headband” vermelho, referência do grupo de populares - formado por Heather, Heather, Heather, Veronika – e outras características do vestuário das personagens foi, suponho eu, a grande fonte de inspiração para o figurino de Blair Waldorf. Meias-calça coloridas, xadrez, saias plissadas e bem rodadas, vestidos de modelagem bem encorpada e blazers de cores bem fortes, reinventam o estilo preppy, compondo o visual das Heathers e de Blair, tendo o último algumas modernizações.
Pra terminar, uma fuga de todo o assunto por um bom motivo: Sapatos com estampa de quadrinhos! Há algum tempo ouvi comentários sobre um tutorial, no qual haviam instruções para se encapar um sapato velho com recortes de HQ. Infelizmente, todos os tutoriais encontrados são em inglês (sendo esse, o mais completo dos achados), mas pescando uma dica aqui e outra acolá, elaborei meu próprio tutorial e mal posso esperar para pô-lo em prática. Se tudo der certo, vocês serão os primeiros a saber.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Emma Feelings
Vamos chamar de Z. uma das pessoas mais inteligentes que conheço. Como ela não é muito íntima e bem tímida, achei mais ético preservar sua identidade Natural de pessoas inteligentes, Z. fala pouco e é cheia de frases de efeito e twetts filósoficos. Em um desses momentos filosóficos, ela questiona se a 'felicidade plena' é o encontro da 'realidade' com nossas fantasias utópicas, pensamento que não consegui desassociar a protagonista de 'Madame Bovary' ao decorrer de minha leitura.
Emma, uma jovem mulher do séc. VIII , fadada assim como todas as outras, a abdicar suas vontades para seguir os rigorosos padrões morais da época. Encontra refúgio em delírios burgueses, fantasiosos e até certo ponto infantis. Emma é puro drama.
No entanto, essa personalidade maliciosa e dramática de Madame, se expressa por extravagâncias que beiram ao ridículo, e a graça do livro gira justamente em torno de seus caprichos.
Emma é frustrada com o casamento pacato, com a vida sem aventuras ou grandes paixões. Educada a base de romance, busca saciar seu vazio interior imitando as heorinas romanticas que, fracassadas ou não, são para ela um exemplo de vitória.
Madame conspira, manipula, enlouquece. Tudo de uma forma cara e teatral, narrada artisticamente pelo autor, Gustave Flaubert.
O livro é composto de citações brilhantes, satirizando o 'ideal romantico', embora Gustave seja considerado um romântico assumido. Se contrapondo ao sadismo que as grandes paixões são expostas, o ambiente descritivo que envolve os cenários, os personagens, as vestimentas e todos os elementos da obra, remetem ao um estilo medieval, caprichoso, requintado e perfeccionista. Como a pintura da Capela Sistina.
O autoritarismo, o drama e a personalidade ácida e mimada de Madame, me lembrou uma donzela do século XXI que se encontra no Upper East Side...
Emma, uma jovem mulher do séc. VIII , fadada assim como todas as outras, a abdicar suas vontades para seguir os rigorosos padrões morais da época. Encontra refúgio em delírios burgueses, fantasiosos e até certo ponto infantis. Emma é puro drama.
No entanto, essa personalidade maliciosa e dramática de Madame, se expressa por extravagâncias que beiram ao ridículo, e a graça do livro gira justamente em torno de seus caprichos.
Emma é frustrada com o casamento pacato, com a vida sem aventuras ou grandes paixões. Educada a base de romance, busca saciar seu vazio interior imitando as heorinas romanticas que, fracassadas ou não, são para ela um exemplo de vitória.
Madame conspira, manipula, enlouquece. Tudo de uma forma cara e teatral, narrada artisticamente pelo autor, Gustave Flaubert.
O livro é composto de citações brilhantes, satirizando o 'ideal romantico', embora Gustave seja considerado um romântico assumido. Se contrapondo ao sadismo que as grandes paixões são expostas, o ambiente descritivo que envolve os cenários, os personagens, as vestimentas e todos os elementos da obra, remetem ao um estilo medieval, caprichoso, requintado e perfeccionista. Como a pintura da Capela Sistina.
O autoritarismo, o drama e a personalidade ácida e mimada de Madame, me lembrou uma donzela do século XXI que se encontra no Upper East Side...
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segunda-feira, 25 de abril de 2011
Bitch behind Beauty
"- Hello Cherie!
- Sentiu saudades, que lindo (:
- Tenho direito?
- Nem sei, nunca fui muito boa em impor limites."
O aconteceria nos tempos atuais
- Hello Cherie!
- Sentiu saudades?
- Tenho direito?
- Na verdade...Não.
ps¹: Não é indireta, despeito ou tentativa frustrada de me tornar uma "mean girl". Eu só cansei de tentar fazer o certo o tempo todo, e não vejo uma cena melhor para exemplificar isso. Não é nada pessoal, sabe como é...
- Sentiu saudades, que lindo (:
- Tenho direito?
- Nem sei, nunca fui muito boa em impor limites."
O aconteceria nos tempos atuais
- Hello Cherie!
- Sentiu saudades?
- Tenho direito?
- Na verdade...Não.
ps¹: Não é indireta, despeito ou tentativa frustrada de me tornar uma "mean girl". Eu só cansei de tentar fazer o certo o tempo todo, e não vejo uma cena melhor para exemplificar isso. Não é nada pessoal, sabe como é...
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