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sexta-feira, 8 de junho de 2012

Anime-se - Parte II

Devido a motivos exteriores e muita falta de vergonha na cara de minha pessoa, este blog passou por um intervalo maior do que o previsto. Prometo fazer do impossível e o que minha procrastinação permitir para atualizá-lo com mais frequência.

É bom estar de volta ;)

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xXx - Holic

Watanuki, um jovem colegial, é atormentado por espíritos desde menino, quando ao fugir de um deles acaba misteriosamente entrando em um templo. Lá, depara-se com Yukko, bruxa e a dona do lugar, que imediatamente lhe pergunta se há algo que ele deseje muito solucionar, pois o templo só pode ser visto por pessoas com problemas urgentes. Tendo seu problema solucionado, Watanuki, a fim de quitar sua dívida com a feiticeira, oferece seus serviços tornando-se subordinado da mesma. É em sua companhia que o rapaz se depara com um universo sobrenatural diferente de tudo que havia visto, cercado de seres mágicos e acontecimentos assustadores dos quais se torna alvo.

Poderia citar um milhão de razões para induzi-los a assistir este anime, já que meu favoritismo o eleva ao melhor "anime de todos os tempos". Exagero? Talvez. No entanto, trata-se de uma história extremamente empolgante e original, protagonizada por personagens cativantes e de um traço extremamente gracioso. (Deixei bem explícita minha preferência por personagens esguios e mais "ocidentalizados", né?). Ressaltando também, que nesta saga aprendi muito sobre o folclore japonês, já que ele se mostra nos hábitos das personagens e em ditados e lendas urbanas presentes na maioria dos episódios.

Vampire Knight

Em um prestigiado colégio interno, dividido em duas turmas: Night Class e Day Class, o diretor busca promover a convivência pacífica entre vampiros e humanos. Como podem prever, as turmas são uma forma de separar os alunos comuns dos "especiais". Cada turma possuí monitores atuando como guardiões do colégio, com a missão de impedir conflitos entre "classes", visto que todos os humanos desconhecem a existência de vampiros. Yukki e Zero, sendo os únicos alunos cientes da verdadeira identidade dos estudantes da Night Class, assumem o papel de guardiões, sendo ao lado do guardião da Night Class, Kaname Kuran, os protagonistas de um triângulo amoroso.

Tenho um estranho fetiche por vampiros, desde muito nova, ou melhor, desde a exibição da novela "O Beijo do Vampiro". Confesso: assisti e... Gostei! Portanto, não poderia faltar nesta lista um anime vampiresco e não hesitei ao eleger Vampire Knight para ocupar tal posto. Caso estejam se perguntando, os vampiros desta série se alimentam de sangue. Ou pelo menos uma parte deles, já que são divididos em graus de "pureza", coisa que entenderão melhor ao assisti-lo. (Afinal, eu avisei que evitaria spolers).

Death Note

Um misterioso caderno, com os dizeres "Death Note", acaba parando nas mãos do prodígio intelectual Yagami Raito. Ao tocá-lo, Raito começa a visualizar Shinigamis (Deuses da Morte), detentores originais do Death Note. É um deles, Ryuk, que lhe informa a característica inusitada do caderno: Ao escrever o nome de uma pessoa em suas páginas, mentalizando o rosto da mesma, ela morre em quarenta minutos de ataque cardíaco, caso não seja especificada a causa de sua morte.

Com essa arma em mãos, Raito planeja matar todos os criminosos, criando um mundo perfeito onde o mal não exista. Seus planos são, no entanto, atrapalhados por um prestigiado detetive particular chamado “L”, muito interessado em descobrir a fonte misteriosa que vem ceifando a vida de todos os bandidos expostos na mídia.

O mais conhecido da lista, acredito eu, Death Note é perfeito em todos os aspectos, mas o que se destaca é com certeza a ideia original na qual o enredo se baseia. Todos os episódios são minuciosamente planejados, cheio estratégias, como peças de um quebra-cabeça. É o tipo de série que cria aquele frio na barriga a cada término de um novo episódio, deixando-nos a estalar os dedos de ansiedade em saber qual será o rumo que a história irá tomar.

NaNa

Em uma noite fria de inverno, duas garotas se conhecem no metro, acabando por iniciar uma conversa. Embora tenham personalidades completamente opostas, descobrem muitas coisas em comum, sendo a mais inusitada delas o nome: Nana (sete em japonês). No desembarque se desencontram, mas coincidentemente acabam procurando pelo mesmo apartamento, passando a dividi-lo, o que dá início a uma grande amizade.

Mais um clássico da Yazawa! Essa autora tem um dom mágico de transformar o cotidiano em narrações cheias de encanto, expondo acontecimentos rotineiros de uma maneira profunda e reflexiva. A série mostra o passado não só dos protagonistas, mas também dos personagens secundários, cheios de peculiaridades, ocasionando as personalidades exóticas de ambos. O drama é tão bem formulado e comovente que acredito ser quase impossível não se identificar com pelo menos um personagem.

sábado, 19 de maio de 2012

Anime-se

(Parte I)

Caso algumas informações e termos usados neste post estejam equivocados, leitor e leitora Otaku/Otome/conhecedor de animação, perdoe-me e não se intimide em me corrigir.

Me peça para citar 5 coisas que marcaram minha infância, e pode apostar, anime e mangá serão uma delas. É evidente a influência que animação japonesa teve, e ainda tem, na minha vida, agora de forma um pouco atenuada devida falta de tempo, a minha internet ruim e muita matéria a por em dia. Apesar de um pouco afastada desse meu lado aspirante a Otome, me questionei esses dias do porque nunca ter dedicado um post à meus Animes/Mangás preferidos.

Portanto, cá está, uma coletânea com animes e mangás encantadores, na minha opinião, imperdíveis pra quem é fã dessa arte e pra quem está começando a mergulhar no maravilhoso mundo da animação japonesa.

Dragon Ball/Dragon Ball Z

Difícil lembrar de Drangon Ball sem lembrar de infância. Sua popularidade vai muito além do mundo Otaku, visto que é um dos ícones da antiga programação da TV Globinho. Bons tempos eram aqueles em que nossa única preocupação era chegar da escola a tempo de acompanhar mais um episódio da busca de Goku e seus amigos pelas esferas do Dragão! (Isso soou muito merchan, eu sei).Vale lembrar também, que as aberturas de suas temporadas possuem as letras mais chiclete e nostálgicas do universo.

Um obstáculo para quem deseja assistir é a quantidade de episódios, visto que Dragon Ball possuí uma longa série de mangás e episódios, com muitas temporadas.

Card Captors Sakura

Fazendo também parte da programação old-school da TV Globinho (suspiros), Sakura Card Captors mereceu um lugar nessa coletânea por outro motivo especial: Um dos mangás da série (se não me engano número 3) foi o primeiro que comprei, aos 7 anos de idade. Infelizmente o perdi, mas um de meus objetivos e sonho de consumo é possuir a série completa. O enredo se resume no dia-à-dia da estudante Sakura, que ao abrir um livro misterioso (Livro Clow) liberta 57 cartas mágicas que por uma forte corrente de vento são espalhadas por sua cidade , sendo agora seu dever prende-las novamente no livro, obrigando Sakura a procurá-las e capturá-las, tornando-se consequentemente uma Card Captor (caçadora de cartas).

Atenção especial aos personagens secundários, com suas origens misteriosas e suas missões, cujas histórias se entrelaçam as de Sakura.

Paradise Kiss

O que mais me encanta nesta série e em todas as outras de sua mangaká (Ai Yazawa) é o estilo do desenho, um tanto fora do convencional. Os personagens são magros e altos, de rostos finos e traços levemente ocidentais, e pode-se notar que a moda exerce grande influência no trabalho de Yazawa, visto a forma detalhada com que ela se dedica ao visual de seus personagens. Seu enredo foge rótulo "fantástico" - personagens com superpoderes/criaturas misteriosas/realidade ou universos paralelos - carimbado na visão ocidental dos enredos mangá e animação japonesa.

Tendo a moda como elemento chave de seu enredo, o contexto narra o cotidiano de jovens estudantes - um grupo de modistas e a colegial Yukari - que tem suas vidas ligadas graças a um concurso de moda. Transmitida de uma forma intensa, o que teria tudo para ser um típico drama juvenil, mostra-se uma trama envolvente, com personagens incrivelmente marcantes e diálogos engraçadíssimos, além de passagens que nos fazem refletir. Em minha opinião, até quem não gosta de mangá terminaria Paradise Kiss com lágrimas nos olhos.

A Viagem de Chihiro

Também foi aos sete anos (data muito simbólica com relação a animes e mangás, pelo visto rs) que assisti pela primeira vez uma animação japonesa em longa-metragem: A Viagem de Chihiro. O longa, além de ser um dos primeiros filmes que vi no cinema - visto que meus pais até hoje tem dificuldade de trocar o sofá por uma poltrona de cinema, que dirá naquela época - também é animação japonesa mais prestigiada internacionalmente, merecendo em 2002 o Oscar de melhor longa-metragem animado. Um amor.

Não é pra menos, já que não há como não se encantar com fantástico universo onde a história se passa, habitado por espíritos, monstros e deuses. Perdida nessa realidade paralela, Chihiro - a protagonista -, procura resgatar os pais que foram transformados em porcos e voltar para casa.Para isso, torna-se ajudante em uma casa de banhos, oferecendo seus serviços a bruxa Yubbaba, renunciando a sua vida anterior e adotando uma nova identidade, onde é chamada de Sen.

Enquanto trabalha, procura recuperar suas lembranças e uma forma de libertar os pais de seu triste fim, contando com a ajuda de seres com Haku, o enigmático aprendiz de feiticeiro.