Quanto mais envolvida com a trama, maior é a probabilidade de não ir com cara - ou seria descrição? - de um pobre coitado fictício aleatório, usufruindo de qualquer pretexto descabido para incriminá-lo ou criticá-lo, chegando aos extremos quando essa perseguição ultrapassa o limite da ficção. Gina Weasley sabe muito bem disso. Zooey Deschanel, também.
Os créditos de "500 days of Summer", na primeira vez em que o assisti, rolaram acompanhados de uma birra destrutiva pela protagonista, afetando minha admiração pela atriz. A questão não foi uma atuação ruim, ou uma personagem chata - na verdade, tanto Summer quanto Zooey são o oposto de tais adjetivos. No entanto, a situação de Tom Hansen, e a forma cômica e brilhante como foi ilustrada e interpretada por Joseph Gordon Levitt, me comoveram de uma maneira particular nada inesperada, acabando por me levar a compartilhar de sua indignação pela ex-namorada. Comprei a briga.
O resultado de tudo isso foi o encosto de Summer Finn perseguindo a imagem de Zooey toda vez que esta aparecia em personagens e filmes outrora queridos. Minha opinião pela atriz transformou-se radicalmente de relativamente positiva ou relevante para um terror similar ao que sinto pela garotinha do exorcista. Vale enfatizar, que ao longo dos quatro anos após assistir “O Exorcista”, venho me empenhando ao máximo para não rever sua protagonista, assim como até hoje não revi “500 days of Summer”.