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domingo, 9 de dezembro de 2012

Furacão de palavras

Palavras são a conexão de meu mundo virtual com a realidade. A elas recorro nos momentos de intensa tristeza, somente através delas consigo expressar plenamente minha felicidade. São meu refúgio, minha religião.

Nelas busco respostas, delas retiro novas perguntas. Seja de fora pra dentro, ao me esconder desse mundo louco em páginas capazes de me transportar para realidades distantes e surrealidades fantásticas, ou de dentro pra fora, quando tento trazer um pouco do fantástico para meu insosso cotidiano.

Minha existência é sustentada por um furacão de palavras. Girando constantemente, crescendo a cada novo vocábulo descoberto, da onde saem ideias responsáveis por tornar minha vida cada vez mais confusamente certa.

domingo, 11 de março de 2012

Summer vs. Jess: O poder de uma personagem na minha empatia por um ator

A esperança de não ser a única, nesse território habitado por sete bilhões de pessoas, cuja empatia por um ator muda com o efeito causado por determinada personagem, é um dos motivos de ainda expor tais sandices neste blog.

Quanto mais envolvida com a trama, maior é a probabilidade de não ir com cara - ou seria descrição? - de um pobre coitado fictício aleatório, usufruindo de qualquer pretexto descabido para incriminá-lo ou criticá-lo, chegando aos extremos quando essa perseguição ultrapassa o limite da ficção. Gina Weasley sabe muito bem disso. Zooey Deschanel, também.

Os créditos de "500 days of Summer", na primeira vez em que o assisti, rolaram acompanhados de uma birra destrutiva pela protagonista, afetando minha admiração pela atriz. A questão não foi uma atuação ruim, ou uma personagem chata - na verdade, tanto Summer quanto Zooey são o oposto de tais adjetivos. No entanto, a situação de Tom Hansen, e a forma cômica e brilhante como foi ilustrada e interpretada por Joseph Gordon Levitt, me comoveram de uma maneira particular nada inesperada, acabando por me levar a compartilhar de sua indignação pela ex-namorada. Comprei a briga.

One Word: Bitch.

O resultado de tudo isso foi o encosto de Summer Finn perseguindo a imagem de Zooey toda vez que esta aparecia em personagens e filmes outrora queridos. Minha opinião pela atriz transformou-se radicalmente de relativamente positiva ou relevante para um terror similar ao que sinto pela garotinha do exorcista. Vale enfatizar, que ao longo dos quatro anos após assistir “O Exorcista”, venho me empenhando ao máximo para não rever sua protagonista, assim como até hoje não revi “500 days of Summer”.

No entanto, se a “justiça divina” é válida também no universo fictício da televisão e cinema, Zoo - como me dei à liberdade de apelidá-la - vem quitando o carma de Summer, passando por poucas e boas na pele da atrapalhada e divertidíssima Jess, em New Girl.

A cada novo episódio da série, minha identificação com Jess é tamanha a ponto de dissolver toda minha decepção em relação à atriz, tornando-a atualmente item obrigatório de minha playlist - desde seu cover “I put spell on you” na dupla She & Him -, uma de minhas atrizes favoritas e, porque não, musa capilar eterna.

Afinal, não há como sustentar uma apatia por alguém com um cabelo tão bonito.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

A mesma Garota para o Garoto Camaleão

Estou acostumada a acordar sempre com um cara diferente. Eu não sei que tipo de gene ele possui, ou se a falta de identidade o faz escolher ser uma pessoa nova todo dia. Porém, eu não posso reclamar da monotonia do nosso relacionamento, já que ela não existe.

Às vezes, você acorda como lorde cheio de formalidades rigorosas. Dorme, e no outro dia quando me vê em pé à frente o espelho, puxa-me pelos calcanhares para que deite contigo novamente.

Não sei se digo “Bom dia” ou “Seja bem vindo”, e, por mais que esse ziguezague pareça exaustivo para mim, eu me pergunto como é pra você? Acordar sempre com a mesma Magali!

Mas ontem, ah, ontem foi diferente. Acordou, e além de me dar bom dia preparou nosso café. Falava coisa com coisa, por mais insana que essa normalidade me pareça. Olhou em meus olhos, e me pediu em namoro.

Dormi e acordei desse sonho. Passei a mão pelo emaranhado de meus cabelos, e sem querer, enrosquei neles algo que reluzia.

Nossa aliança.


Seria o acaso, escolher Joel e Clementine para ilustrar esse post, e inesperadamente achar essa foto?