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quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Meu reino por ideias


Os dias passaram rápidos e cansativos, e esta é a simples, porém verdadeira, justificativa para o meu sumiço. Na maior parte da semana saio da faculdade, faço um almoço rápido e com um currículo em mãos, enfrento uma maratona de entrevistas.
Zapeando pelas linhas do metrô, me equilibrando (ou tentando) com um livro em mãos, enfrentando a Estação Pinheiros na hora do rush para voltar para casa, receber mais um “vamos encaminhar seu currículo para o Rh”, sucessivas e invariáveis “dinâmicas”.

Desgastante mesmo é perceber o quão despreparada me sinto diante dessas batalhas cotidianas.

Contudo, sempre vi no ato de “meter a cara no mundo” o melhor exercício para a independência. É natural de minha essência, feliz e, às vezes, infelizmente, a rejeição pelo “deixar acontecer”.  A ele, só me entrego após enxergar a ineficiência de esforços empregados. Aí sim, sento, descanso os pés e espero a oportunidade chegar. Nunca de braços cruzados. Sempre alerta para um ínfimo indício de que ela está por cair dos céus ou de qualquer outro portal metafísico, minhas mãos ansiosas sempre a postos para agarrá-la.

Serelepes, os pensamentos mais instigantes escolhem os momentos mais inoportunos para dar o ar de sua graça, e eu, impossibilitada de absorvê-los, impotentemente os deixo sumir, como estrelas cadentes, riscando num sinal luminoso a superfície estrelada da memória.

E eu trocaria meu reino por ideias, ou melhor, por um pouco de tempo e habilidade suficiente para amadurecê-las, lapidá-las. Pois se esses oito meses abriram meus olhos para fatos marcantes, a necessidade de domesticar minha criatividade, canalizá-la e alimentá-la para que nunca chegue ao seu fim, foi um deles.

    

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Bem-vindo ao clube dos desajustados

"Ou uma resenha sobre “o filme mais emocionante de todos os tempos”

Acabei de assistir “As Vantagens de ser Invisível”. Os créditos estão rolando enquanto David Bowie me diz que "podemos ser heróis só por um dia", e, como estive a maior parte do filme, estou chorando agora. Se você faz parte do abençoado grupo dos que nunca se sentiram completamente solitários, talvez não se sensibilize como eu. Pois tal qual o protagonista, também já senti na pele o que é ser invisível.
Logan Lerman, cuja imagem de galã hollywoodiano foi totalmente apagada pela intensidade de sua interpretação, consegue absorver perfeitamente a extrema insegurança e timidez de Charlie, as quais são demonstradas pelos ombros baixos, movimentos travados e um sorriso desconfortável exibido a maior parte do filme. Características responsáveis por despertar em mim a vontade de abraçá-lo, protegê-lo da crueldade subliminar existente no dia-a-dia escolar.

Senti revividas as sensações de pressão e provação características do colegial. Nunca é tão significante fazer parte de algo, ter um grupo ou pelo menos, alguém para conversar na hora do intervalo. Ser aceito. Não negarei ter encontrado um pouco do meu passado na introspecção, no escapismo e no sentimento de deslocamento, vivenciados pelo protagonista. A aceitação de uma amizade verdadeira, coisa tão insignificante para alguns, provoca uma verdadeira transformação no jovem e é responsável por salvar sua sanidade.

Emma Watson deixa definitivamente Hermione no passado, abraçando a liberdade, e a descontração de Sam, pupila do protagonista. Contudo, a cena é definitivamente roubada pela irreverência de Patrick, o cativante baderneiro responsável pelos momentos mais engraçados, gay mais que bem resolvido, mas que para proteger a reputação de seu parceiro, emprega todos seus esforços para manter seu relacionamento na clandestinidade. Interpretado pelo gatíssimo Ezra Miller, sua aparição consegue desviar nossa atenção dos olhos claros e do charme inocente de Lerman.
Patrick e Sam: Mostrando o lado o cool de ser "esquisito"

Ao lado de Sam e Patrick, tão desajustados quando ele, Charlie prova as delícias e dissabores de dividir a intimidade com alguém. O primeiro beijo, desilusões amorosas, conflitos de ego, ciúmes e experiências com drogas e alcool, são encenados com muita sensibilidade, atribuindo um quê lírico, quase poético, aos viveres típicos da juventude.

Tendo uma deliciosa trilha sonora como plano de fundo, “As Vantagens de Ser Invisível” não é apenas um melodrama sobre a adolescência: É um filme sobre desilusões e vazios que acompanham toda trajetória humana, mas são suavizados na companhia de uma alma amiga.

Ainda estamos em janeiro, porém, me sinto capaz de afirmar que nenhum outro filme em 2013 irá me emocionar tanto quando este.

domingo, 9 de dezembro de 2012

Furacão de palavras

Palavras são a conexão de meu mundo virtual com a realidade. A elas recorro nos momentos de intensa tristeza, somente através delas consigo expressar plenamente minha felicidade. São meu refúgio, minha religião.

Nelas busco respostas, delas retiro novas perguntas. Seja de fora pra dentro, ao me esconder desse mundo louco em páginas capazes de me transportar para realidades distantes e surrealidades fantásticas, ou de dentro pra fora, quando tento trazer um pouco do fantástico para meu insosso cotidiano.

Minha existência é sustentada por um furacão de palavras. Girando constantemente, crescendo a cada novo vocábulo descoberto, da onde saem ideias responsáveis por tornar minha vida cada vez mais confusamente certa.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

A Rosa e o tuberculoso

Duas crianças correndo pelo quintal, mãos dadas e sujas de terra, a mesma terra das pegadas que marcavam o assoalho recém-encerado. As risadas do menino, desprovidas da timidez que limitava as da companheira, ecoavam vivas pelos cômodos da casa. Risadas, as quais seriam, no futuro, sufocadas pela tosse.

Aos doze anos, a fadiga o limitou permanentemente ao quarto, afastando-o do quintal e de sua Rosa mais querida. E à medida que a vida dele minguava noite após noite, tosse após tosse, sem nunca chegar de fato aos braços da morte, o querer que ela nutria, aumentava, ao tempo resistia.

Sigilosamente, quando a família entretinha-se com algo o suficiente para não dar-lhe falta, pé-ante-pé, Rosa subia as escadas que a levavam até o último quarto. Lá podia vê-lo, pela sacada, diante do piano, a tocar e tossir. O tempo parecia satirizar com a desgraça de Hugo, trazendo a sua figura desenganada, a cada nova primavera teimosa, uma beleza tão ascendente quanto sua moléstia.

Resolveu ele, numa manhã, abrir a janela, sendo este um ato inédito desde o início da tuberculose. Inspirou fundo com toda pouca força de seus pulmões e, deparando-se com a presença de Rosa na janela vizinha, acenou, pela primeira vez em muito tempo, sorriu. Um sorriso grande e cheio, sorriso a muito guardado, sorriso que guardava todos seus sorrisos negados pela vida. Morreu ao final daquele dia.

Rosa, na manhã seguinte, acordou toda vizinhança. Atirou-se da janela. Uma roseira, de rosas cheias, vermelhas, cresceu inexplicavelmente naquele jardim. Homenageando um amor que seria florescido, mas não o foi.

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

O Estranho Mundo de Tim


Minha família nunca foi de realizar grandes reuniões em datas comemorativas, nem mesmo no Natal. No entanto, graças a esta singular característica familiar, eu passei os feriados mais marcantes de minha infância vendo “O Grinch”, “O Expresso Polar” e “Os Saltimbancos Trapalhões”. Não venha me dizer que você nunca assistiu Trapalhões, cult.

Na virada de um aleatório dia 24 para o dia 25 de dezembro, acompanhei pela primeira vez a história de um esqueleto, cuja missão era levar para cidade do Halloween a magia do Natal. O filme era uma mistura de comédia, terror e números músicais chicletes, características suficientemente relevantes para encantar uma garotinha tão estranha quanto a jovem pseudoadulta na qual ela se tornaria. E foi aí que minha obcessão pelo cara que criou tudo isso começou.

Mentira. Começou quando aos 13 anos descobri que, assim como “O Estranho Mundo de Jack”, “Edward Mãos de Tesoura” e os “Fantasmas se divertem”, eram frutos da genialidade de um único diretor, produtor e roteirista: Tim Burton.
Neste último domingo fui ao cinema de Cambuí City conferir Dark Shadows, e não poderia ter saído mais maravilhada da sessão. O filme é uma aliança entre fotografia perfeita, trilha sonora bacana, diálogos inteligentes, e como se pode prever, a atuação de um elenco que não havia como ser melhor. Creio que Burton não poderia ter compensado de maneira mais eficiente MINHA frustração com relação a sua adaptação de Alice no País das Maravilhas. Aliás, grande parte dessa frustração é decorrente não do filme em si, mas de Mia Wasikowska, que se mostrou uma Alice muito menos expressiva e curiosa do que a escrita por Lewis Carroll. Enfim, “águas passadas”.
Utilizando de muito humor negro e perspicácia , Burton evidência o lado bizarro, injusto e hipócrita das relações humanas e das instituições sociais, o qual é cuidadosamente maquiado pela mídia, criticando também a superficialidade, as contradições e o caráter exclusivo do padrão de vida norte-americano. Com doses cavalares de surrealismo e originalidade, usa do excêntrico e do macabro para desenvolver as características dos cenários e personagens que ilustram suas obras, desempenhando com louvor a difícil missão de tornar cativantes situações e figuras grotescas.

No entanto, minha admiração não chegaria nem a metade do que é sem o imenso grau de afinidade que sinto pelo Estranho Mundo de Tim. A magia está justamente em enxergar nos deslocados e alienados personagens de seus filmes, a minha parte que ainda não cresceu e continua assustada com as ironias e desventuras dessa louca vida, como uma garotinha esquisita e introspectiva.
Lydia me entenderia

domingo, 5 de agosto de 2012

Eloísa & Damião

Uma reunião de amigos e conhecidos, nem tão jovens adultos esforçando-se ao máximo para aparentar uma vitalidade deixada na casa dos vinte e cinco.
Eloísa estava com trinta e indisposta demais para fingimentos, perdida em um torpor de cerveja e tédio.

Abrindo caminho entre os transeuntes, algo entrara em seu campo de visão, possuindo notoriedade suficiente para arrancá-la de suas divagações. Seus olhares se cruzaram, e devido à intensidade com que aquele olhar foi sustentado, o ambiente envolvendo-o passava em câmera lenta. Tão clichê, tão estratégico, quanto cena de algum drama romântico, como se os Deuses, na ausência de outras distrações, viam no destino de reles mortais um pretexto para fazer cinema.

Ao tombar com aqueles olhos de menina, nos quais o tempo tratou de perpetuar a inocência já lavada do espírito, Damião foi atingido por um fluxo de lembranças. Se não as evitava ou combatia, tampouco as desejava.

Com Eloísa não foi diferente. O ar de superioridade preservado pelo comportamento de Damião desconcertava-a, desconfortava-a, evidenciava a indestrutibilidade de determinadas características, mesmo com a ação de tanto tempo. Mostrava que certas coisas nunca mudavam.

Na figura daquela mulher, na qual poucos resquícios de juventude luminosa eram perceptíveis atrás de camadas de maquiagem, ele enxergava sua juventude eufórica, sem limites, passando em flashs sob seus olhos embaçados de nostalgia.

Aqueles olhos negros, caídos, cansados, rodeados por olheiras de quem nunca pegava no sono ou dormia demais, envolviam Eloísa num borbulhar de sentimentos, pensamentos e confusões típicos da juventude, inibidos pela sensatez obrigatória da visão adulta do mundo.

Pois analisando-se mutuamente, Damião e Eloísa enxergavam o que foram.

E com que pesar tiveram de encerrar aquele flerte, evitando outro durante toda a festa. Afim de não levantar suspeitas. Ou fortalecer as lembranças.

domingo, 24 de junho de 2012

Simulando descontração

Dia desses, uma amiga minha me premiou com a seguinte frase: "Você é super comunicativa."

Minha reação diante destas palavras? Uma mistura de espanto e incredulidade. E olha, se tratando de uma amizade de longa data como a que eu cultivo com essa amiga X, possuía tempo e intimidade suficientes para detectar o meu constragimento absurdamente aparente diante de estranhos ou semi-conhecidos. Aliás, fico sem-graça até perto de amigos com os quais não tenho tanta intimidade, e que por vertura desconhecem a minha falta de habilidade para sustentar uma conversa com assuntos digamos... Coerêntes. Esta característica talvez seja o motivo do qual tal visão equivocada decorre, visto que para disfarçar meu embaraço acabo tagalerando mais do que deveria, o que justifica as pérolas que solto ao puxar conversa com desconhecidos deste meu jeito nosense. Do qual meus amigos estão perfeitamente ciêntes.

Pra piorar a situação, sou extremamente insegura quando o assunto é fazer "sala". Ao abordar um desconhecido, ou semi-conhecido, sinto-me tão pressionada a ponto de perder a voz ou gaguejar. Ou o extremo contrário: falo demais (principalmente Mrs. Vodka dá o ar de sua graça),falo pelos cotovelos, falo até o que não deveria e acabo sendo alvo de olhares reprovadores, ou pior, espantados!
Se há um bilhão de coisas que me perturbam ao pensar na vida universitária, além de, obviamente, alcançá-la, e de dificuldades cotidianas como cozinhar, a única capaz de causar-me insônia é o medo de não fazer amigos. Ser "A isolada", ou pior, "A aleatória" do campus. Não que excentricidade não dê um charme a mais a qualquer coisa, mas se tratando da de minha pessoa, até agora só serviu para criar situações constragedores.

Espero pelo belo dia em que toda minha timidez camuflada esteja controlada, e eu acorde desencada o suficiente para me comunicar com outros seres humanos de maneira aceitável. Enquanto isso não acontece, vou fazendo amigos meio que por acidente e encontrando conforto em pessoas fictícias tão normais quanto eu.

Ou vocês acham que escolhi ao acaso lovely Looney Luna para estampar o novo layout do Alacazaam?!

domingo, 4 de setembro de 2011

Não cresce, por favor...


Hoje vejo que não o amo como antes.
O encanto sumiu, ao decorrer dos anos
Ao diminuir de sua inocência
Ao aumentar da incoerência de seus atos
Antes prematuros, hoje, cruelmente elaborados

Já não vejo mais o brilho de suas palavras
Nem o charme de suas atitudes precipitadas
Nem o frescor de seus erros
De uma ignorância adoravelmente aceita
Por um coração que cresceu ao conhece-lo

Parece-me tão forçado agora
O brilho sedutor que outrora
Enchia meus olhos de calor
De um menino moço
Transformou-se em mais um conquistador

Será que cresci contigo?
Sei que faço o possível,
pra guardar nem que seja um pedaço
Daquela ninfa sonhadora
Que sumiu contigo no espaço

domingo, 10 de abril de 2011

Você sabe com quem tá falando meu irmão?

É o seguinte. Á alguns dias que venho matutando com uma pergunta, na verdade com uma replica que recebi há muito tempo atrás, quando estava tendo uma discussão com um peguete amigo. Eu lembro daquilo flutuar em meus canais neurológicos por algum tempo e sumir, ressurgindo das cinzas agora. E cabe ao meu dever de blogueira compartilhá-la com vocês.

“E você Bia, você sabe quem é?”. Na época fiquei extremamente revoltada já que eu estava discutindo justamente as atitudes DELE e sua personalidade (lê-se: jogar na cara. Sou muito boa nisso, hehe...) e não esperava ser abordada de uma maneira tão...Inteligente. E assustadora.

Sempre fui muito boa em entender a maioria das pessoas, tanto que já pensei em fazer psicologia muitas vezes, em surtos de identidade e toda essa coisa de vestibulanos...Porém, e eu mesma, eu sei quem eu sou? Sinceramente, não.

Eu posso usar muitos adjetivos para me definir, definir minha aparência, minha personalidade e minhas atitudes, mas eu nunca vou saber ao certo se sou tudo isso que digo que sou. Interpretar sentimentos, pensamentos e atitudes, é algo tão ambíguo e delicado que só um profissional muito bom em psicologia saberia fazer, e creio que nem um dos mais prestigiados psiquiatras gastam sua energia matutando sobre sua existência corpórea e física. E se passam, e chegam a uma conclusão, parabéns para eles.

Confesso que tenho um pouco de medo de descobrir o que realmente sou. Muitas vezes, o valor que damos a nós mesmo é muito maior do que o que as pessoas nos dão, então pode ser um pouco decepcionante saber que você é esquizofrênico, egoísta ou quem sabe, aspirante a psicopata. Por exemplo, no fundo a gente sempre vai achar que está certo, a menos que alguém ou algo nos prove o contrário. E esse tipo de decepção, embora inevitável, pode ser muito deprimente.

Eu sou do tipo que tenho características desde o maternal e outras que vivem mudando de posição. E ao mesmo tempo, não boto minha mão no fogo pra dizer que um dia não vou mudar as atitudes que sempre tomei.

Eu posso vir a morar no Marrocos e virar islâmica, adotando um ponto de vista totalmente diferente do ocidental...Posso casar com um chinês e achar besouros fritos uma delícia; Posso me tornar uma atriz de cinema símbolo sexual e morrer de overdose por uma alta dose de heroína. Ou posso ser tudo que sou agora e pior. O que sou, e o que vou ser nunca vou poder responder, mas de uma coisa eu tenho certeza: Nunca vou parar de me perguntar também.

Por isso passo a batata quente pra vocês: QUEM É VOCÊ?

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Crescendo com Dr. Chapatin

Eu vou fazer 17 anos. Eu sei, isso pra mim deve ter uma importância fora do comum diferente das pessoas que vão ler esse texto, a menos que elas também façam 17 anos no dia 11 de fevereiro de 2011.


Detalhe que desde pequena eu já estava com a câmera na mão


Estranho é ver que viver, é uma coisa que fazemos tão espontaneamente que quando nos damos conta dos anos que se passaram, principalmente quando chegamos à etapa de contá-los, nos surpreendemos.


Quando você começa a se dar conta da sua idade, você percebe que cresceu. E crescer, como certa pessoa me disse, é um caminho sem volta. Porém devo discordar da visão negativa que essa pessoa tem sobre o “amadurecimento”. Se você não pode lutar contra algo, apenas aceite, é inevitável o sentimento de frustração alguma vez na vida.
Então cá estou, de braços abertos pra mais uma primavera. Minha decisão de levar isso positivamente talvez se dê por três fatores:

(1º) Desde pequena eu levo certas coisas muito a sério. Acho que meu senso de responsabilidade sofreu um declínio ao longo dos anos, e, se antes eu fazia tempestade em copo d’água por qualquer coisa, hoje eu uso a água pra fazer uma limonada, acrescento gelo e vodka no copo e bato uma caipirinha. Ou de forma mais racional, eu realmente aprendi a levar as coisas mais “na boa”. E a apreciar uma caipirinha bem feita.

(2º) Eu passei muito tempo pensando negativamente antes de agir, e, portanto, algumas vezes eu deixei de agir. Quando conheci a doutrina “Foda-se” muito apreciada pela @ItsCau dona do zebra-.blogspot.com, comecei a agir independente da minha natural negatividade e quando vi as coisas darem certo, eu me tornei irritantemente positivista sobre tudo. E claro que antes disso tive muitas terapias intensivas à base do filme “O Segredo” e da frase “Nunca deixe o medo de perder impedir que você jogue.”

(3º) Crescer, só me trouxe coisas boas. Hoje é de longe, uma das fases mais legais, serenas e pacíficas da minha vida e devido fator anterior, eu me permito desejar que minha vida continue sempre na “vibe da positividade”. É claro, que, escorregões, puxadas de tapetes e tombos sempre vão acontecer. Mas isso nunca vai me impedir de permanecer no meu pedestal de Diva (Like a mundodenati.blogspot.com) e de continuar vivendo. No fundo eu me conformei que felicidade completa, plena, eu só vou ter lá pelos meus sessentinha, porque a fome da juventude tão sedenta de realizações, não se contenta com a plenitude da real felicidade.

Por fim, eu nunca vou me cansar de cantar a verdade:



Se você é jovem ainda
jovem ainda, jovem ainda,
Amanhã velho será, velho será, velho será!
A menos que o coração, que o coração sustente
A juventude, que nunca morrerá!